Título: MEMÓRIAS QUE ECOAM A ANCESTRALIDADE EM VIVA - A VIDA É UMA FESTA E OS DENGOS NA MORINGA DE VOINHA
Título alternativo: ECHOING MEMORIES ANCESTRALITY IN COCO AND OS DENGOS NA MORINGA DE VOINHA
Autoria de: Daphine Victoria Silveira Goncalves
Orientação de: Dalva de Souza Lobo
Presidente da banca: Dalva de Souza Lobo
Primeiro membro da banca: Eliasaf Rodrigues de Assis
Segundo membro da banca: Mariana Mazotti Gama
Palavras-chaves: ancestralidade, experiência e memória, tradução intersemiótica, literatura e cinema, voz.
Data da defesa: 23/04/2026
Semestre letivo da defesa: 2026-1
Data da versão final: 11/05/2026
Data da publicação: 11/05/2026
Referência: Goncalves, D. V. S. MEMÓRIAS QUE ECOAM A ANCESTRALIDADE EM VIVA - A VIDA É UMA FESTA E OS DENGOS NA MORINGA DE VOINHA . 2026. 54 p. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Pedagogia Licenciatura Plena)-Universidade Federal de Lavras, Lavras, 2026.
Resumo: Considerando a profícua articulação entre cinema e literatura e adotando uma perspectiva comparativa, a presente pesquisa propõe uma discussão acerca da ancestralidade e da construção identitária. Nesse contexto, analisa a obra literária Os Dengos na Moringa de Voinha, de Ana Fátima Cruz dos Santos, e o filme Viva ???? A Vida é uma Festa, da Pixar, objetivando compreender como a ancestralidade atua na construção identitária por meio das duas linguagens artísticas. À luz de autores como Benjamin, Zumthor, Lobo, Padilha, Machado, Cavalli-Sforza e Kiusam de Oliveira, discutem-se os conceitos de voz, memória e ancestralidade, relacionando-os às práticas de resistência ao apagamento histórico e cultural. Em Os Dengos na Moringa de Voinha, a moringa é analisada como signo central que condensa memória afetiva, tradição afro-brasileira e transmissão de saberes ancestrais, articulando oralidade, corporeidade e objetos simbólicos. Já em Viva ???? A Vida é uma Festa, o Día de los Muertos, com seus elementos visuais e sonoros configuram-se um sistema semiótico que evidencia a importância da lembrança dos antepassados para a continuidade da existência e para a ressignificação do passado, sendo esse o ponto de convergências entre as duas obras. Os resultados apontam que, em ambas as obras, a articulação entre voz, memória e corpo, mediada por procedimentos intertextuais e traduções intersemióticas, potencializa a arte como espaço de re-existência, fortalecimento identitário e valorização de múltiplas ancestralidades na contemporaneidade.
Abstract: Considering the fruitful articulation between cinema and literature and adopting a comparative perspective, this research proposes a discussion about ancestry and identity construction. In this context, it analyzes the literary work Os Dengos na Moringa de Voinha, by Ana Fátima Cruz dos Santos, and the film Coco (Viva ???? A Vida é uma Festa), by Pixar, aiming to understand how ancestry acts in identity construction through these two artistic languages. In light of authors such as Benjamin, Zumthor, Lobo, Padilha, Machado, Cavalli-Sforza, and Kiusam de Oliveira, the concepts of voice, memory, and ancestry are discussed, relating practices of resistance against historical and cultural erasure. In Os Dengos na Moringa de Voinha, the jug is analyzed as a central sign that condenses affective memory, Afro-Brazilian tradition, and the transmission of ancestral knowledge, articulating orality, corporeality, and symbolic objects. In Coco, the Día de los Muertos, with its visual and sound elements, configured as a semiotic system that highlights the importance of remembering ancestors for the continuity of existence and for the re-signification of the past, which is the point of convergence between the two works. The results indicate that, in both works, the articulation between voice, memory, and body, mediated by intertextual procedures and intersemiotic translations, enhances art as a space of re-existence, identity strengthening, and the appreciation of multiple ancestries in contemporaneity.
URI alternaviva: sem URI do Repositório Institucional da UFLA até o momento.
Curso: G036 - PEDAGOGIA (LICENCIATURA PLENA)
Nome da editora: Universidade Federal de Lavras
Sigla da editora: UFLA
País da editora: Brasil
Gênero textual: Trabalho de Conclusão de Curso
Nome da língua do conteúdo: Português
Código da língua do conteúdo: por
Licença de acesso: Acesso aberto
Nome da licença: Licença do Repositório Institucional da Universidade Federal de Lavras
URI da licença: repositorio.ufla.br
Termos da licença: Acesso aos termos da licença em repositorio.ufla.br
Detentores dos direitos autorais: Daphine Victoria Silveira Goncalves e Universidade Federal de Lavras
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