Título: AVALIAÇÃO DA AÇÃO DE DIFERENTES ENZIMAS SOBRE Sclerotinia sclerotiorum
Título alternativo: AVALUATION OF THE ACTION OF DIFFERENT ENZYMES ON Sclerotinia sclerotiorum
Autoria de: Julia Carvalho Araujo
Orientação de: Filippe Elias de Freitas Soares
Presidente da banca: Filippe Elias de Freitas Soares
Primeiro membro da banca: Flávio Henrique Vasconcelos de Medeiros
Segundo membro da banca: Hugo Leonardo André Genier
Palavras-chaves: mofo-branco, viabilidade, escleródios, protease, quitinase
Data da defesa: 02/06/2026
Semestre letivo da defesa: 2026-1
Data da versão final: 19/06/2026
Data da publicação: 19/06/2026
Referência: Araujo, J. C. AVALIAÇÃO DA AÇÃO DE DIFERENTES ENZIMAS SOBRE Sclerotinia sclerotiorum. 2026. 40 p. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Agronomia Bacharelado)-Universidade Federal de Lavras, Lavras, 2026.
Resumo: O mofo-branco, causado pelo fungo Sclerotinia sclerotiorum, é uma das principais doenças que afetam a cultura da soja (Glycine max) e diversas outras espécies agrícolas. Esse patógeno apresenta ampla distribuição geográfica e grande capacidade de sobrevivência no solo, devido à formação de estruturas de resistência denominadas escleródios, que podem permanecer viáveis por vários anos. Os impactos do mofo-branco são expressivos, envolvendo redução significativa da produtividade, comprometimento da qualidade dos grãos e aumento dos custos com manejo fitossanitário. Diante desses prejuízos, diferentes estratégias de controle têm sido estudadas, com destaque para alternativas sustentáveis. Nesse contexto, o presente trabalho teve como objetivo avaliar a ação de enzimas, como proteases e quitinases, tanto na inviabilização dos escleródios quanto no crescimento micelial do fungo. Para isso, escleródios foram obtidos de plantas infectadas de feijão (Phaseolus vulgaris) e soja, sendo posteriormente submetidos à desinfecção superficial para garantir a pureza dos inóculos. Paralelamente, uma cepa de Beauveria bassiana foi cultivada em meio sólido à base de arroz e soro de leite, visando à produção de enzimas extracelulares. O extrato enzimático obtido foi submetido a ensaios para determinação da atividade de proteases e quitinases. Outras fontes enzimáticas também foram avaliadas, como a enzima vegetal papaína, nas concentrações de 10 e 20 (mv), e a enzima comercial HPF 10 (mv), proveniente de Bacillus licheniformis. Foram realizados testes de viabilidade dos escleródios, nos quais essas estruturas foram expostas aos diferentes tratamentos enzimáticos. Após o contato, os escleródios foram transferidos para placas contendo meio BDA e meio Neon-S, permitindo avaliar sua viabilidade e, consequentemente, a eficiência dos tratamentos. Adicionalmente, foram conduzidos ensaios de crescimento micelial utilizando papaína a 20 (mv), nos quais diferentes estratégias de exposição do micélio do patógeno à enzima foram testadas. Os resultados indicaram que nenhuma das fontes enzimáticas avaliadas foi capaz de inviabilizar os escleródios nos meios BDA e Neon-S. Entretanto, nos ensaios de crescimento micelial, uma estratégia específica de exposição à papaína a 20 (mv) foi eficaz em impedir a formação de novos escleródios. Em conclusão, observa-se o potencial das enzimas como alternativa de controle bioquímico de S. sclerotiorum. No entanto, ainda são necessários mais estudos, especialmente voltados ao desenvolvimento e aprimoramento de formulações, a fim de potencializar a eficiência no controle do patógeno, contribuindo para uma abordagem mais sustentável no manejo da doença.
Abstract: White mold, caused by the fungus Sclerotinia sclerotiorum, is one of the main diseases affecting soybean (Glycine max) and several other agricultural crops. This pathogen has a wide geographic distribution and a high survival capacity in the soil due to the formation of resistant structures called sclerotia, which can remain viable for several years. The impacts of white mold are significant, including substantial yield losses, reduced grain quality, and increased costs associated with disease management. Given these damages, different control strategies have been investigated, with particular emphasis on sustainable alternatives. In this context, the present study aimed to evaluate the action of enzymes, such as proteases and chitinases, on both the inactivation of sclerotia and the mycelial growth of the fungus. For this purpose, sclerotia were collected from infected bean (Phaseolus vulgaris) and soybean plants and subsequently subjected to surface disinfection to ensure inoculum purity. In parallel, a strain of Beauveria bassiana was cultivated on a solid medium based on rice and whey to produce extracellular enzymes. The enzymatic extract obtained was tested to determine protease and chitinase activities. Other enzymatic sources were also evaluated, including the plant enzyme papain at concentrations of 10 and 20 (wv), and the commercial enzyme HPF at 10 (wv), derived from Bacillus licheniformis. Sclerotial viability tests were performed in which these structures were exposed to the different enzymatic treatments. After exposure, the sclerotia were transferred to Petri dishes containing PDA and Neon-S media to assess their viability and, consequently, the effectiveness of the treatments. Additionally, mycelial growth assays were conducted using papain at 20 (wv), in which different strategies for exposing the pathogens mycelium to the enzyme were tested. The results indicated that none of the enzymatic sources evaluated were able to inactivate the sclerotia on PDA or Neon-S media. However, in the mycelial growth assays, a specific exposure strategy using papain at 20 (wv) was effective in preventing the formation of new sclerotia. In conclusion, the findings demonstrate the potential of enzymes as an alternative biochemical control strategy against S. sclerotiorum. Nevertheless, further studies are required, particularly those focused on the development and optimization of formulations, in order to enhance their efficacy in pathogen control and contribute to a more sustainable approach to disease management.
URI alternaviva: sem URI do Repositório Institucional da UFLA até o momento.
Curso: G001 - AGRONOMIA (BACHARELADO)
Nome da editora: Universidade Federal de Lavras
Sigla da editora: UFLA
País da editora: Brasil
Gênero textual: Trabalho de Conclusão de Curso
Nome da língua do conteúdo: Português
Código da língua do conteúdo: por
Licença de acesso: Acesso aberto
Nome da licença: Licença do Repositório Institucional da Universidade Federal de Lavras
URI da licença: repositorio.ufla.br
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Detentores dos direitos autorais: Julia Carvalho Araujo e Universidade Federal de Lavras
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